Rafael Zimmer fala de suas experiências e objetivos

Jovem bom-principiense ficou conhecido por conseguir aprovação em mais de 20 universidades do exterior

20/06/2018 - Artigos/Entrevistas

Rafael Zimmer, 21 anos, viaja para o Catar em agosto/2018, onde cursará Ralações Internacionais (Foto: Divulgação/Arquivo pessoal)
Rafael Zimmer, 21 anos, viaja para o Catar em agosto/2018, onde cursará Ralações Internacionais (Foto: Divulgação/Arquivo pessoal)
Natural da localidade de Arroio das Pedras, no interior do município de Bom Princípio, Rafael Zimmer, 21 anos, vai cursar Relações Internacionais em Doha, capital do Catar. Ele irá estudar na universidade norte-americana Georgetown University, School of Foreign Service, in Qatar. Rafael tem o objetivo de ser diplomata e se mudará para o país asiático localizado no Golfo Pérsico em agosto deste ano.

O jovem bom-principiense foi aprovado em mais de 20 universidades do exterior, de oito países: Estados Unidos, Catar, Suíça, Azerbaijão, Cazaquistão, Hong-Kong (China), Singapura e Filipinas. Rafael explica que boa parte das bolsas que recebeu nas universidades foi como atleta e outra parte como estudante, além de algumas que consideraram as partes atlética e acadêmica.


Acompanhe, a seguir, a entrevista concedida por Rafael Zimmer ao Lince Empresas.

Lince Empresas: Durante o ensino fundamental e médio, você era o que poderia ser considerado “um aluno exemplar”?
Rafael Zimmer: Sim! Acredito que eu era esforçado o suficiente para tirar notas boas e contribuir nos trabalhos.

Lince: Como se deu sua ida ao futebol?
Rafael: Já no final do ensino fundamental, eu comecei a jogar nas categorias de base do Esporte Clube Novo Hamburgo. E, durante o ensino médio, eu continuei jogando nas categorias de base de clubes da região.

Lince: Como você concilia suas atividades de estudo e esporte (estudante e atleta)?
Rafael: É bem complicado, porque isso toma bastante tempo. Eu sempre tento manter uma rotina diária de estudos, independentemente dos treinos. Durante o ensino médio, muitas vezes, eu voltava dos treinos estudando no ônibus e chegava atrasado, mas acabava compensando.

Lince: Como surgiu sua vontade de estudar no exterior?
Rafael: Pela área que quero estudar e para buscar melhores opções de universidades, pela estrutura, investimento no estudante, etc.

Lince: O que o atrai para outras culturas e idiomas, gosto que influenciou a escolha pelo curso de Relações Internacionais?
Rafael: Conhecer pessoas com gostos e costumes diferentes. É interessante expandir seu conhecimento, vivendo com pessoas que pensam diferente.

Lince: Por que gostaria de ser diplomata?
Rafael: Seria algo interessante pelo meu perfil, e também gosto da parte histórica da diplomacia. Porém, eu tenho interesse em outros campos, como o da inteligência. Então, creio que isso pode mudar ao longo dos meus estudos. A princípio, eu quero diplomacia mesmo.

Lince: Como se sente em sair de uma localidade interiorana de um município do interior do RS “para o mundo”?
Rafael: Me sinto bem, pois é o que eu sempre quis. Quando fui para Doha, em abril, na minha primeira viagem para fora do país, eu estava sozinho. Foi uma sensação muito boa. Desci em Doha com uma amiga diplomata da Indonésia que fiz durante o voo.

Lince: Quais suas impressões sobre o Catar, onde esteve em abril?
Rafael: Um país extremamente rico culturalmente e estruturalmente. Mais de 70% da população é estrangeira. Então, tem pessoas do mundo todo lá. O país é extremamente seguro.

Lince: Qual o segredo para ter sucesso?
Rafael: Foco.

Lince: O que recomenda às pessoas na busca por seus objetivos?
Rafael: Tomar a iniciativa e ir atrás dos seus objetivos. Morar no Brasil não é fácil e ninguém vai fazer isso por você.

Lince: Alguma consideração a mais?
Rafael: O fato das professoras Líria, Margareth e Rita (ex-diretora), da escola Monsenhor José Becker, aqui de Bom Princípio, terem ajudado com cartas de recomendações. Elas estão aposentadas agora e escreveram cartas de recomendações para mim, que foram cruciais. Mesmo sem saber como fazer, por não ser um requerimento para entrar em universidades no Brasil, elas se esforçaram e fizeram um excelente trabalho. Escreveram ótimas cartas.


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Edição: Lince Empresas