Suicídio, um alerta para a prevenção

14/03/2019 - Blogs - GIOVANE DOS SANTOS

Suicídio, um alerta para a prevenção
Suicídio, um alerta para a prevenção
Cada vez mais pessoas, entre elas, principalmente, jovens entre 15 a 29 anos, acabam cometendo suicídio no Brasil, sendo que morrem 32 pessoas por dia por esse motivo. Quando acontece, todos ficam pensando o porquê, ou seja, o que levou aquela pessoa a cometer tal ato.
 
Geralmente uma série de fatores levam alguém a acabar com a própria vida. Começa a dar tudo errado na vida da pessoa, sucessivas perdas, término de relacionamento, mortes de familiares, ao mesmo tempo em que podem ocorrer acidentes, dívidas, conflitos, descontentamentos no trabalho ou escola, dificuldade de autoestima, cobranças, não aceitação de si mesmo, medo da solidão, bullying, decepções, tudo ao mesmo tempo, levando a pessoa a desistir, por não ter mais forças emocionais para lidar com tudo isso. Doenças, como a depressão, pânico, transtorno bipolar, esquizofrenia, estresse, transtornos de personalidade, abuso de álcool e outras drogas, também são fatores que levam alguém a cometer o ato.
 
Dessa forma, o suicídio pode ser algo planejado minuciosamente durante bastante tempo ou também pode ocorrer por um surto psicótico, em que a pessoa pode ter alucinações visuais e auditivas, vozes de comando que ordenam que ela tire a própria vida. Então, a pessoa pode estar com estado psicológico alterado, pensando erroneamente que não existe outra saída que não seja acabar com o sofrimento, perdendo a vida, ou pode estar tão descompensada psiquicamente que não tem mais consciência dos próprios atos naquele momento.
 
É preciso estar atento a aquela pessoa que, de repente, muda seu comportamento, passa a se isolar, fica muito triste, negativa, deixando de ser vaidosa, abandona seu hobby preferido. Geralmente a pessoa dá sinais, falando indiretamente sobre não valer a pena viver ou que não aguenta mais, que queria sumir, morrer. Pessoas que tiveram histórico de familiares antepassados que já cometeram suicídio ou sofreram de depressão também apresentam maior risco.
 
De cada 10 suicídios, 9 poderiam ser evitados. Então, é importante observar como estão os familiares, mantendo um bom diálogo na família, verificando se está tudo bem e estimulando a pessoa a procurar ajuda profissional, caso perceba-se que seja necessário. Se for percebido algum risco, é necessário conversar com a pessoa, ser mais ouvinte que falante, oferecer apoio, não deixando a mesma sozinha. Também precisa ser tirado do alcance da pessoa medicamentos ou quaisquer objetos como armas, cordas ou ferramentas que poderiam ser utilizadas para o suicídio. Após fortalecer a importância dela para seus familiares e amigos, é importante estimular a mesma a buscar ajuda profissional.
 
O tratamento mais eficaz é a combinação de medicamento prescrito por psiquiatra e a psicoterapia com psicólogo, para mudar o sistema de pensamentos conscientes e inconscientes e ajudar a pessoa a lidar e enfrentar as dificuldades, melhorando o estado emocional, pois, na verdade, ninguém quer morrer, a pessoa só quer parar de sofrer e acaba usando um recurso muito radical para isso, em vez de procurar um tratamento médico e psicológico que a levaria a poder viver com menos sofrimento, tendo a oportunidade de viver tantos momentos bons também. Às vezes, o suicídio ocorre mais próximo do que se espera, até mesmo dentro da família, pegando todos de surpresa. Por isso, a importância de estar sempre atento, buscando ajudar quem pode estar precisando de ajuda.

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GIOVANE DOS SANTOS

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Psicólogo, CRP 07/14625, graduado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e pós-graduado pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), palestrante, psicoterapeuta de adultos, adolescentes e crianças. Atua na área de psicologia clínica, saúde mental, dependência química, gerontologia, orientação vocacional e avaliação psicológica.

Psicólogo do Centro de Saúde Mental do Hospital Sagrada Família, em São Sebastião do Caí-RS. Psicólogo do Residencial Olga Lauck, em Parobé-RS, no atendimento a idosos durante 11 anos. Psicólogo voluntário do Corpo de Bombeiros voluntários Caienses.

Atua também no preparo psicológico de candidatas a concursos de beleza da região, como Rainha da Festa da Bergamota e A Mais Bela Gaúcha, promovido pela TV Pampa. Título de Mérito Caiense 2016, conferido pelo município de São Sebastião do Caí-RS, pelo bom trabalho ao longo dos anos. Colunista do Jornal Fato Novo e do portal www.linceempresas.com.br.

Ganhador dos prêmios: Top of the Top, Destaque Regional Gestão em Qualidade, Troféu Marketing, Troféu Fama, Prêmio de Qualidade Total Publirama e Troféu Destaque, na categoria psicólogo.