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Atividade industrial teve retração de 1,3% em 2025 no RS

A atividade industrial gaúcha registrou retração de 1,3% no acumulado de 2025. O índice foi apontado pela pesquisa divulgada pelo Sistema da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs). O resultado decorre principalmente da redução no faturamento real e nas compras do setor, além de fatores como juros elevados, incertezas fiscais e diminuição das exportações em razão de tarifas impostas pelos Estados Unidos da América. Os dados integram o ‘Índice de Desempenho Industrial do Estado’ (IDI-RS), que acompanha o comportamento da área ao longo do ano e funciona como um termômetro das operações das indústrias gaúchas. Entre as variáveis consideradas na pesquisa estão: faturamento, compras, horas trabalhadas, massa salarial, utilização da capacidade instalada e emprego.

Segundo o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, o contexto econômico influencia diretamente no desempenho. “A persistência dos juros em níveis tão altos compromete a capacidade de investimento dos industriais, afetando a produção, a geração de renda e de empregos”, diz. O estudo também apontou retrações nas horas trabalhadas (-1,6%) e na utilização da continência instalada (-1,5 ponto percentual), enquanto indicadores ligados ao mercado laboral apresentaram avanço, com crescimento do emprego em 1,1% e da massa salarial (2,3%) entre janeiro e dezembro. Contribuíram para a retração uma queda de 3,5% no faturamento real das empresas e uma redução de 1,8% nas compras industriais.

Dos 15 segmentos analisados, nove apresentaram desempenho negativo. As maiores pressões ocorreram em ‘Veículos Automotores’ (-11,3%) e em ‘Couros e Calçados’ (-6,6%). Por outro lado, ‘Máquinas e Equipamentos’ (10,1%), ‘Equipamentos de Informática e Eletrônicos’ (2,5%), ‘Tabaco’ (10,4%) e ‘Alimentos’ (1,4%) apresentaram crescimento, contribuindo para compensar parcialmente o resultado consolidado do período.

Resultado de dezembro

Em dezembro do ano passado, o indicador apresentou retração de 2,5% frente a novembro, configurando o pior desempenho para o mês desde 2008 (-3,9%). O resultado refletiu quedas em todos os componentes avaliados, com destaque para a redução nas compras industriais (-7%), além de recuos observados no faturamento real (-2,5%), na utilização da capacidade instalada (-1,5 ponto percentual), na massa salarial (-0,9%), no emprego (-0,8%) e nas horas trabalhadas na produção (-0,8%).

Na comparação com dezembro de 2024, o índice recuou 7,5%, consolidando sequência de seis meses consecutivos de resultados negativos. O desempenho aproximou os níveis atuais dos patamares registrados após a catástrofe climática ocorrida em maio de 2024, conforme dados apresentados na pesquisa.

A análise completa pode ser acessada por meio deste link. A mesma reúne informações sobre o comportamento recente do setor produtivo e os fatores econômicos associados às variações observadas ao longo do período. O material também permite identificar diferenças entre ramos industriais e acompanhar indicadores relacionados à atividade econômica estadual.

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