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Governo apresenta resultados parciais da batimetria nos rios e lagos

O governo do Estado divulgou os resultados parciais dos estudos de batimetria realizados em quatro regiões prioritárias, com foco em rios de grande porte, sob coordenação da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema). Os dados preliminares indicam que não há evidências de assoreamento, ou seja, não foram identificadas, até o momento, alterações significativas nos pontos de amostragem onde foi possível comparar condições anteriores e posteriores à inundação de 2024. 

Os levantamentos abrangem os eixos Metropolitano (rios Gravataí, Sinos, Caí e Delta do Jacuí), Taquari-Antas, Baixo Jacuí, e Guaíba. A realização da batimetria integra o conjunto de ações do Eixo Diagnóstico do Plano Rio Grande. 

Análise integral dos leitos

A forma como o levantamento está sendo conduzido é inédita, pois contempla a análise integral do leito dos rios. Com a conclusão dos estudos e a aplicação da modelagem hidrodinâmica, será possível avaliar, de maneira precisa, se intervenções como dragagem poderão contribuir para melhorar o fluxo hídrico como um todo.

Os resultados foram apresentados pelo governador Eduardo Leite, pelo vice-governador Gabriel Souza e pela titular da Sema, Marjorie Kauffmann. Os estudos têm como objetivo mapear o fundo dos rios para qualificar o conhecimento técnico sobre os sistemas hídricos do Estado e subsidiar ações de prevenção e gestão de riscos.

A secretária Marjorie Kauffmann destacou a relevância dos estudos para o planejamento de longo prazo. “Estamos avançando na construção de um Rio Grande do Sul mais resiliente aos eventos climáticos extremos, com base em dados técnicos qualificados. Esse é um trabalho estruturante, que exige continuidade e integração entre diferentes áreas do conhecimento”, afirmou.

Iniciado em julho de 2025, o trabalho de batimetria nos blocos prioritários encontra-se em fase final de execução. A técnica consiste na medição do relevo e da profundidade dos corpos hídricos, gerando informações essenciais para a modelagem hidrodinâmica. Esses dados permitem simular cenários de eventos críticos, identificar áreas de risco, elaborar manchas de inundação e orientar o planejamento de redes de monitoramento e alerta.

Fonte: Secom

Foto: Igor de Almeida/Ascom Sema

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