Como almas, somos todos iguais

28/03/2019 - Blogs - GIOVANE DOS SANTOS

Como almas, somos todos iguais
Como almas, somos todos iguais
Muitos são os preconceitos que fazem parte da existência humana. As pessoas que fogem aos padrões e regras impostas pela sociedade tendem a ser excluídas, marginalizadas. A tendência é que, até mesmo, quem esteja próximo de pessoas que são vítimas de preconceito por algum motivo também seja julgado e rotulado como parte de toda a exclusão.
 
Entre tantos motivos que levam uma pessoa a viver à margem da sociedade, está um grave problema de saúde: a dependência química. Essa doença é comumente vista pela sociedade como falha de caráter, colocando o dependente químico num papel de bandido ou marginal, em alguns casos. Mas na verdade a pessoa que tem vício em drogas sofre de uma doença que em alguns casos leva ela a cometer atos que jamais cometeria, tudo em prol de conseguir mais drogas. Assim, uma pessoa dependente de drogas pode mentir, manipular, extorquir, furtar e até mesmo roubar para conseguir usar aquela substância que seu cérebro e corpo passaram a necessitar para funcionar bem.
 
As drogas ilícitas são proibidas justamente porque causam, com o tempo, esse tipo de dano às pessoas. No início, influenciados por “amigos”, curiosidade ou por ter que se entorpecer para enfrentar as dificuldades da vida, a pessoa experimenta alguma droga. Então, vai usando, gostando da sensação de prazer e bem-estar causada pela liberação de substâncias no cérebro como a dopamina e assim vai aumentando o uso gradualmente, porque a tendência é que a pessoa vá precisando fazer uso de uma quantidade cada vez maior da substância para conseguir o mesmo efeito, visto que o organismo fica tolerante, ou seja, se adapta a uma nova substância e aquela quantidade já não traz os mesmos efeitos, fazendo a pessoa usar mais e mais.
 
Todas as drogas, lícitas e ilícitas, trazem danos ao corpo e à mente, com atenção especial para o álcool, crack e cocaína, entre outras. Num estágio mais avançado de dependência destas drogas, a pessoa passa a ter problemas de saúde física e mental, pessoais, sociais, familiares, judiciais, intelectuais, financeiros, escolares e acadêmicos, laborais, entre outros. Ou seja, as drogas afetam e destroem a vida das pessoas e de seus familiares e entes queridos.
 
Muitas pessoas acham que seria fácil para o dependente químico parar de usar drogas e que ele só não para porque não quer parar. Porém, às vezes, ele quer parar, mas dificilmente vai conseguir sozinho, porque agora seu cérebro precisa da substância parar funcionar melhor. A abstinência de drogas pode causar até convulsões e outros sintomas graves.
 
Dessa forma, o dependente químico precisa de medicações e tratamento psicológico. Em alguns casos, a necessidade da droga é tão grande que a pessoa não quer o tratamento e só quer continuar usando a substância. Nesse caso, a família deve intervir, buscando tratamento compulsório, se necessário, diante de um problema tão devastador como a dependência química, precisamos ser compreensivos, diminuindo o preconceito em relação a algo que é uma doença e orientando a pessoa e familiares a buscarem ajuda. Assim, a doença ficará estável e a pessoa poderá seguir sua vida normalmente, mantendo seu tratamento. Qualquer forma de preconceito deve ser repensada, porque preconceito em qualquer situação significa julgar sem saber o que realmente acontece.

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GIOVANE DOS SANTOS

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Psicólogo, CRP 07/14625, graduado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e pós-graduado pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), palestrante, psicoterapeuta de adultos, adolescentes e crianças. Atua na área de psicologia clínica, saúde mental, dependência química, gerontologia, orientação vocacional e avaliação psicológica.

Psicólogo do Centro de Saúde Mental do Hospital Sagrada Família, em São Sebastião do Caí-RS. Psicólogo do Residencial Olga Lauck, em Parobé-RS, no atendimento a idosos durante 11 anos. Psicólogo voluntário do Corpo de Bombeiros voluntários Caienses.

Atua também no preparo psicológico de candidatas a concursos de beleza da região, como Rainha da Festa da Bergamota e A Mais Bela Gaúcha, promovido pela TV Pampa. Título de Mérito Caiense 2016, conferido pelo município de São Sebastião do Caí-RS, pelo bom trabalho ao longo dos anos. Colunista do Jornal Fato Novo e do portal www.linceempresas.com.br.

Ganhador dos prêmios: Top of the Top, Destaque Regional Gestão em Qualidade, Troféu Marketing, Troféu Fama, Prêmio de Qualidade Total Publirama e Troféu Destaque, na categoria psicólogo.